Outro Mundo é Possível
(24/04/2012)

“Vivemos num mundo infame, eu diria, que não incentiva muito. Mas existe outro mundo possível que nos espera. Esse nosso mundo velho está grávido de um outro mundo. Um mundo diferente e de parto complicado. Não será fácil o nascimento, mas com certeza já pulsa no mundo que estamos”...
Eduardo Galeano – Barcelona 2011


A afirmação de Galeano “este mundo está grávido de outro mundo”, desperta em nós a urgente necessidade de contribuir com esse parto difícil. Há um novo mundo que espera por nós e é por ele que vale a pena viver, é por ele que gastamos a vida. Viver vale a pena!! Pois viver está muito, mas muito mais além das mesquinharias da realidade política onde se ganha ou se perde, da realidade individual onde só se pode “ganhar ou perder” na vida.
Graças a Deus, cresce o número dos que estão mudando seu modo de vida atendendo os apelos e grito de dores de parto da mãe terra. São estudiosos, cientistas, movimentos sociais, e diferentes organizações que lutam com vigor contra o consumismo desenfreado ligado à produção, que nos faz acumular e sentir a “enganosa” necessidade de ter, ter e ter sempre mais para mostrar o poder de consumo para com a sociedade.
É como já dizia D. Helder Câmara: “A mãe terra pode satisfazer a necessidade de todas


as pessoas, mas é incapaz de saciar a ganância de um único ser humano”.
Há um outro mundo sendo gestado, é apenas um embrião, mas com grandes possibilidades de crescer, desenvolver e de nascer. É o mundo chamado Economia Solidária, que traz consigo valores de solidariedade, de cooperação, de desenvolvimento sustentável, de respeito os recursos naturais que a terra nos oferece. Um mundo em que as pessoas são aceitas e valorizadas por ser aquilo que são, com suas capacidades e aptidões para construir de maneira democrática e participativa o sonho que é de todos: o de VIVER, e de viver bem.
A Economia Solidária é a arte de cuidar da casa de todos(as), é cuidar para que todos(as) encontrem seu espaço de ser feliz. E para que isso aconteça, é necessário que aconteça também, uma mudança cultural, que sejamos reeducados(as) na nossa maneira de ver e de estar no mundo. Precisamos passar a olhar não mais com os olhos do capitalismo que exclui e destrói para impor sua ‘cultura’, mas com os olhos da solidariedade que coloca a vida humana no centro de todas as situações.



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    Sobre o autor
Neusa Gripa

Irmã Catequista Franciscana e coordenadora do Banco Pire (Banco Comunitário de Desenvolvimento)
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